01/02/2020

Alimentos Orgânicos x Alimentos Comuns: Impactos no Meio Ambiente

A mudança de hábitos e ingestão de alimentos orgânicos ajuda no desenvolvimento do meio ambiente.


A sustentabilidade abrange diversos nichos de movimentos, e, além de não poluição, reciclagem, economia de água, entre outras, a alimentação faz parte dessa corrente relacionada a impactos negativos na natureza. Seus costumes em relação ao que você compra, consome e digere, aplicam-se também ao meio ambiente e seu desenvolvimento.

Com a Era Industrial no fim do século XVIII, a concentração de pessoas em áreas urbanas aumentou e suas possibilidades de próprio cultivo cessaram gerando uma produção de alimentos em massa, que resulta em uma grande quantidade em pouco tempo visando rapidez e produção de excedentes.


Para isso, foram criadas técnicas para acelerar o processo de desenvolvimento e colheita do plantio. Métodos artificiais surgiram com fertilizantes (que possuem nitrogênio, fósforo, potássio e metais pesados), aditivos químicos, pesticidas, produtos altamente químicos, manipulação genética em laboratórios e hormônios em animais. Ou seja, um método de sobrevivência se tornou em uma cadeia alimentar industrial.
Com o aumento do consumo e de agrotóxicos, o ser humano começou a apresentar doenças, alergias e enfermidades aparentes, que foram ligadas cientificamente aos alimentos produzidos com agroquímicos em excesso.

Após esse surto e dúvidas geradas pelas comidas produzidas industrialmente, cientistas elaboraram novos métodos de plantio sem aditivos que possam prejudicar a saúde, e foram chamados de alimentos orgânicos. Eles entraram no mercado como uma forma alternativa importante tanto para o corpo quanto para a natureza.


A importância dos alimentos orgânicos no meio social e ambiental


Essa produção visa um desenvolvimento sustentável e equilibra o meio ambiente e o ser humano. Esse ciclo interage respeitosamente e é cultivado sem quaisquer elementos químicos e agrotóxicos, livrando-nos da possibilidade de  envenenamento por ingestão.
O cultivo é produzido através de matérias-primas originárias da natureza, sem adição de aditivos prejudiciais ao corpo humano. Em sua produção não é causado nenhum dano aos animais e aos seus consumidores.

Sua realização melhora a recuperação do solo, redução de poluição ambiental, traz bem-estar animal, pois eles não vivem encarcerados ou tomam hormônios e medicamentos sintéticos e também gera a economia, pois é necessária maior mão-de-obra. Mas além da forma de cultivo, os alimentos orgânicos também podem ser enquadrados dentro do conceito de alimentos naturais, já que vão direto da natureza e do meio ambiente para a mesa do consumidor e também entram nos alimentos integrais, que compõe biscoitos, pães, sucos, entre outros.

Hoje os alimentos orgânicos são regularizados e é necessária uma certificação obrigatória para reconhecimento dos alimentos produzidos. Existe uma auditoria que faz testes rigorosos para poder comprovar a autenticidade do alimento orgânico. O que dificulta as pessoas aderirem a esse movimento são os preços, que variam e são mais caros que os alimentos comuns, por ter mais mão de obra e diferentes técnicas de trabalho.

O valor pode diferenciar em até 270%, se justifica pela intensa mão-de-obra aplicada e necessidade de insumos específicos e dependendo dos sistemas agroflorestais utilizados (sintrópicos ou entrópicos) o produtor de alimentos orgânicos pode obter reduções de custos significativas ao optar por alimentos orgânicos em sistemas agroflorestais ou sistemas agroecológicos.

Do lado do consumidor, porém, é um grande investimento para a saúde. Para aderir aos alimentos orgânicos, você pode começar a se conscientizar. Informe-se sobre a importância da agricultura sustentável, apoie produções independentes, regionais e familiares, exija respeito de leis ambientais, selos originais e procure cooperativas que estimulem seu consumo. O aumento da oferta de alimentos orgânicos está diretamente ligado ao aumento do seu consumo podendo resultar no médio prazo em redução substantiva do preço final ao consumidor, na melhora dos índices de saúde pública e de preservação dos mananciais das áreas agrícolas.

01/02/2020