Manejo Florestal

RECUPERAÇÃO DE NASCENTES E ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE

Realizamos manejo florestal integrado para recuperação de nascentes d’água. Consiste, basicamente, na conservação ou restauração da vegetação com espécies adequadas, de preferência nativas locais. As raízes melhoram a infiltração da água no subsolo abastecendo o lençol freático, além de melhorar as características químicas, físicas e biológicas do solo.

A composição de solo e as raízes da vegetação funcionam com esponjas naturais que retem grandes quantidades de água e mantem a nascente viva por muito mais tempo mesmo em períodos de estiagem. A vegetação evita ou diminui o assoreamento provocado pelo escoamento superficial das águas de chuvas, o que compromete a funcionalidade de uma nascente.

O reflorestamento das Áreas de Preservação Permanente (APP) é feito a partir da combinação de espécies a serem cultivadas em estágios sucessivos. Observando a proporção de espécies nestes estágios, são considerados no trabalho o espaçamento e a densidade dos indivíduos no plantio, onde a estratégia usada para a implantação observa as leis ambientais vigentes.

Outro critério é a dos grupos ecológicos, considerando como as plantas reagem no ambiente. As APPs se destinam a proteger os solos e, principalmente, as matas ciliares. Este tipo de vegetação cumpre a função de proteger os rios e reservatórios de assoreamentos e transformações negativas nos leitos, garantindo o abastecimento dos lençóis freáticos e a preservação da vida aquática.

O Código Florestal Brasileiro, Lei nº12.651/12, no seu art. 4º, estabelece como Áreas de Preservação Permanente (APP):

I – as faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente, excluídos os efêmeros, desde a borda da calha do leito regular, em largura mínima de:

  1. a) 30 (trinta) metros, para os cursos d’água de menos de 10 (dez) metros de largura;
  2. b) 50 (cinquenta) metros, para os cursos d’água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura;
  3. c) 100 (cem) metros, para os cursos d’água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura;
  4. d) 200 (duzentos) metros, para os cursos d’água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura;
  5. e) 500 (quinhentos) metros, para os cursos d’água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros;

MANEJO FLORESTAL PARA IMPLANTAÇÃO DE RESERVA LEGAL

Implantamos, recuperamos e monitoramos a Reserva Legal (RL) de imóveis rurais. A RL é a área coberta por vegetação natural, que pode ser explorada com o manejo florestal sustentável, nos limites estabelecidos em lei para o bioma em que está a propriedade.

Por abrigar parcela representativa do ambiente natural da região onde está inserida, ela se torna necessária à manutenção da biodiversidade local. O percentual da propriedade que deve ser registrado como Reserva Legal vai variar de acordo com o bioma e a região em questão.

Nas propriedades situadas em área de floresta e outras formas de vegetação nativa e nos imóveis rurais em área de campos gerais de qualquer região do país a Reserva Legal obrigatória é de 20%.

Cabe a todo proprietário rural o registro no órgão ambiental competente (estadual ou municipal) por meio de inscrição no Cadastro Ambiental Rural – CAR. As especificidades para o registro da Reserva Legal vão depender da legislação de cada Estado.

Uma vez realizado o registro, fica proibida a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão ou de desmembramento, com exceção das hipóteses previstas em Lei. Em geral, nas áreas de Reserva Legal é proibida a extração de recursos naturais, o corte raso, a alteração do uso do solo e a exploração comercial, exceto quando autorizados pelo órgão ambiental via Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), em casos de sistemas agroflorestais e ecoturismo.

Somente após a emissão da Autorização Prévia à Análise Técnica de Plano de Manejo Florestal – APAT, é que a avaliação técnica de um PMFS em florestas privadas é iniciada.

A análise técnica de um PMFS conclui em aprovação do PMFS ou indicação de pendências a serem cumpridas para a seqüência da análise. Anualmente, o detentor do PMFS deve apresentar o Plano Operacional Anual – POA, referente às próximas atividades que realizará, como condição para receber a Autorização para Exploração.

Os PMFSs devem ser periodicamente submetidos a vistorias técnicas pelo IBAMA ou pelos órgãos ambientais, a fim de garantir acompanhamento e controle das operações e atividades envolvidas na Área de Manejo Florestal.

SAF SISTEMA AGROFLORESTAL

Oferecemos serviços de implantação e manutenção de Sistemas Agroflorestais (SAF), que são formas de manejo da terra nos quais se combinam espécies arbóreas (frutíferas e/ou madeireiras) com cultivos agrícolas e/ou criação de animais, de forma simultânea ou em seqüência temporal e que promovem benefícios econômicos e ecológicos.

Os sistemas agroflorestais ou agroflorestas apresentam como principais vantagens, frente a agricultura convencional, a fácil recuperação da fertilidade dos solos, o fornecimento de adubos verdes, o controle de ervas daninhas, entre outras.

A integração da floresta com as culturas agrícolas e com a pecuária oferece uma alternativa para enfrentar os problemas crônicos de degradação ambiental generalizada e reduz o risco de perda de produção.

Outro ponto vantajoso dos Sistemas Agroflorestais é que, na maioria das vezes, as árvores podem servir como fonte de renda, uma vez que a madeira e, por vezes, os frutos das mesmas podem ser explorados e vendidos.

Há quatro tipos de sistemas agroflorestais:

a.Sistemas agrossilviculturais – combinam árvores com cultivos agrícolas anuais;

b.Sistemas agrossilvipastoris – combinam árvores com cultivos agrícolas e animais;

c.Sistemas silvipastoris – combinam árvores e pastagens (animais);

d.Sistemas de enriquecimento de capoeiras com espécies de importância econômica.

Nos Sistemas Agroflorestais, associa-se a agricultura e a pecuária com árvores, combinando produção e conservação dos recursos naturais. Além de buscar atender às várias necessidades dos produtores rurais, como a obtenção de alimento, extração de madeira, cultivo de plantas medicinais, os SAF’s diversificam a produção proporcionando uma oferta mais estável de produtos ao longo do ano. Os sistemas agroflorestais podem auxiliar na conservação dos solos, das microbacias e áreas florestais.

A modelagem de um Sistema Agroflorestal exige grande conhecimento interdisciplinar de botânica, de solos agrícolas, de microfauna e microflora de solos, de função ecofisiológica dos organismos que constituem os vários extratos, de sucessão ecológica e de fitossanidade.

Evidentemente que tudo isso deve vir acompanhado de um prévio conhecimento em agronomia e silvicultura, já que é nesses dois ramos que se baseia a agrossilvicultura.

Da mesma forma que um sistema agroflorestal pode trazer mais lucros que um sistema agrícola convencional, ele também pode trazer mais custos, já que existem pelo menos dois grupos principais de componentes que precisam ser profissionalmente manejados e mantidos dentro de um sistema agroflorestal: o componente agrícola, que engloba as plantas herbáceas ou arbustivas e o componente florestal, que pode ser representado pelas árvores, palmeiras ou outras plantas lenhosas perenes e de origem florestal.

Os sistemas trazem uma série de vantagens econômicas e ambientais, tais como:

a.Custos de implantação e manutenção reduzidos;